Sobre nós

 

Silvia Canevari Barros
Fisioterapeuta Especialista
CREFITO 8801-F

Diretora Clínica do ITC Vertebral Unidades Jundiaí e Americana

Formações:

-RPG Método Souchard Original
-Pós-Graduação em Fisioterapia Manual
-MBA em Gestão e Mercado de Clinica de Saúde
-Especialista em Diagnóstico e Tratamento Mecânico pelo Método McKenzie de Fisioterapia

Ao longo de 20 anos de experiência clínica a Dra. Silvia Canevari Fisioterapeuta Especialista em Diagnóstico e Tratamento de Patologias da Coluna Vertebral, relata que há um aumento considerável dos pacientes com as queixas doenças degenerativas da coluna, de forma assustadora.

Muitos se avançou em técnicas e alternativas de tratamentos não cirúrgico para coluna nos últimos anos. Um grupo de especialistas pioneiro, criou um programa de tratamento, com recursos de fisioterapia avançada além de usar tecnologia, para tratar a causa das dores nas costas e entre ela a hérnia de disco e não somente no alivio do dor

Qual é o problema mais comum que chega hoje em seu consultório?

É a dor provocada pela hérnia de disco que ocorre por uma sobrecarga na coluna que se arrasta por anos sem ter sido observada e tratada adequadamente, provoca as chamadas discopatias degenerativas.

Por não terem recebido um tratamento adequado à maioria das pessoas acometidas pela hérnia de disco se transformam em pacientes com quadro de dor crônica, ou melhor, dor e que sempre se repetem e nunca desaparecem.

Explique o que é a hérnia de disco?

A hérnia de disco é uma lesão sofrida pela estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam como “amortecedores” naturais do impacto, consequência do desgaste pelo uso inadequado da coluna. Uma vez não tratada, ela pode causar problemas graves, prejudicando severamente a saúde da coluna vertebral.

São 4 as etapas da Hérnia de Disco:

1ª Fase – Abaulamento Discal:

Nessa etapa tem início, de fato, a patologia. É quando o disco intervertebral, em virtude do envelhecimento e de outros fatores, como movimentos repetitivos, tabagismo e obesidade.

2ª Fase – Protrusão Discal:

O abaulamento já é maior, podendo atingir até mesmo os nervos e o saco dural (estrutura que proteje a medula e que é altamente inervado). Nessa fase, normalmente tem início a degeneração discal com ruptura do anel fibroso.

3ª Fase – Hérnia de Disco:

É a fase onde ocorre a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo do disco migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando

4ª Fase – Sequestro ou fragmento:

É quando a parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco, comprometendo ainda mais as estruturas nervosas. Essa é a etapa mais rara, mas que dependendo da posição do fragmento, pode gerar efeitos graves.

Quais são os sintomas relacionados a hérnia de disco?

Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros.

Nos casos mais graves, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.

Por que as pessoas estão sofrendo tanto com dores na coluna e hérnias de disco?

A partir dos 20 anos de idade os discos começam a sofrer desgastes em sua estrutura e em contato com os fatores biomecânicos como: má postura, desconhecimento da ergonomia no trabalho e em casa, posição sentada prolongada, movimentos repetitivos de curvar a coluna, carregar peso excessivo, sedentarismo ou até mesmo um treino esportivo ou de musculação errado podem causar as lesões discais.

Existe um tratamento eficaz e que evita a cirurgia e diminui o uso de medicação? Explique como funciona este método? Ele serve também para os casos mais graves?

Sim. O tratamento ideal para a hérnia de disco começa no diagnóstico mecânico correto que identifique de fato qual o mecanismo responsável por causar a dor nas costas. A hérnia de disco é mais comum do que imaginamos e podemos tratar mais rápido do que pensamos. Para tanto, hoje, um dos grandes avanços no tratamento da hérnia de disco que tem diminuído o uso de medicação o número de cirurgia, é o RMA (Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral).

“Qual é o diferencial deste método em relação ao convencional?”

Este método foi desenvolvido pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral – ITC Vertebral, e reúne competências para tratar lesões da coluna, como hérnia de disco lombar, hérnia de disco cervical, lombalgia, cervicalgia, dor ciática, protrusão discal, espondilose, espondilolistese, artrose, etc. Este método não-cirúrgico, utiliza técnicas de fisioterapia manual avançadas como: Osteopatia, Mckenzie, Mulligan, RPG Souchard, além de tecnologia de última geração: Mesa de Tração Eletrônica, Mesa de Flexão, além de técnicas de estabilização e fortalecimento muscular (Pilates ou Musculação). Entretanto, é importante que se saiba: não usamos todas as técnicas ao mesmo tempo, tudo depende dos sinais e sintomas do paciente. Para cada tipo de dor e para cada tipo de lesão, existe um caminho e uma técnica a ser seguida. Podemos usar a manipulação com fortalecimento muscular; usar a mesa de flexão com a preferência de movimento. Temos muitas alternativas, mas nunca usamos todas. Esta é uma metodologia exclusiva que já alcançou projeções em três continentes.

Normalmente são quantas sessões para sair da crise?

Quando realizado um diagnóstico mecânico correto é possível prever um prognóstico de tratamento onde os sintomas sejam abolidos rapidamente. Cada paciente é único portanto para cada tipo de dor e para cada tipo de lesão, existe um caminho e uma técnica a ser seguida. Acreditamos que nenhum paciente é submetido a um tratamento antes do primeiro passo (insubstituível): consulta/avaliação. Um fisioterapeuta, especialista da nossa equipe nessa avaliação, realiza todo procedimento para identificar o problema a ser tratado, as limitações apresentadas e as necessidades específicas para cada caso.

É verdade que se o paciente fizer o tratamento corretamente ele não terá mais que recorrer a nenhum tipo de cirurgia?

Sim. O pacientes atendidos obtiveram 87% de sucesso. O nosso programa de tratamento tem uma base científica chamada “Subgrupo” ou “Sub-classificação das dores na coluna”. Estas pesquisas foram realizadas, inicialmente, em Pittsburgh (EUA) e depois revisada e comprovada por inúmeros cientistas. Mas nós não paramos, evoluímos o programa com a nossa fisioterapia brasileira, inovando e qualificando o tratamento progressivamente e, desta maneira, fomos bem sucedidos em mais de 33.000 casos de pacientes com problemas na coluna vertebral.

E depois, o que fazer para não ter mais crise?

O componente educacional durante o tratamento oferece ao paciente informações sobre o seu problema, necessidades, e sobre o papel que o exercício tem na restauração da função normal. Para o sucesso durante e após o tratamento, acreditamos que o paciente é o principal responsável. Para isso treinamos o paciente com as posições e as correções da postura estática e dinâmica assim como os exercícios específicos com efeito terapêutico. Após o tratamento, é fundamental que a escolha dos exercícios seja criteriosa para cada paciente. Para isso, o profissional deve determinar quais exercícios são mais indicados, evitando o risco de novas lesões ou a recidiva do quadro de dor.

Qual é a sua dica para que as pessoas não sofram com dores na coluna, em especial com a Hérnia de Disco?

Além da coluna lombar, os problemas na região cervical são, cada vez mais, frequentes e afetam não somente pessoas com idade mais avançada, como também o público mais jovem (incluindo crianças e adolescentes). Isso se deve ao uso inadequado dos smartphones e tabletes aumentado também, as queixas recorrentes nos consultórios médicos e centros de fisioterapia. Então, o mais importante a fazer é evitar o problema:

– Mantenha uma boa postura da cabeça e pescoço ao usar o celular e o tablet;

– Adote uma boa postura em qualquer situação;

– Pratique exercícios físicos regularmente;

– Evite o fumo;

– Procure manter uma alimentação equilibrada e saudável;

– Nunca pratique atividades físicas sem orientação profissional.